segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

CÂMARAS MUNICIPAIS TERÃO MAIS 7.716 VAGAS EM 2013. CUSTO AUMENTARÁ R$ 2,1 BI/ANO

O aumento populacional verificado pelo Censo 2010, do IBGE, faz com que boa parte dos municípios brasileiros já esteja começando a articular um novo aumento no número dos vereadores, a partir de 2013.

Como a Constituição federal determina que a quantidade de representantes nas Câmaras municipais deve ser proporcional ao número de habitantes de cada cidade, o Brasil vai registrar uma explosão do número de vereadores daqui a dois anos: eles passarão de 51.992 para 59.708, segundo cálculos da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

Ou seja, haverá pelo menos 7,7 mil parlamentares a mais já na próxima legislatura, após a eleição municipal de 2012. E, com isso, uma garfada ainda maior nos cofres públicos. Em 2013, a chegada desses oito mil vai coincidir com o reajuste salarial generalizado para os vereadores de todo o país.

Isso porque o reajuste salarial de 62% para os deputados e senadores, aprovado este mês, tem efeito cascata, e nas Câmaras municipais chegará em 2013. Os novos vereadores já vão chegar ganhando mais. O teto salarial de um vereador, que hoje é de R$ 9.288,27, poderá chegar a R$ 15.031,75 em 2013.

Um vereador pode ganhar 20% do salário dos deputados estaduais em cidades com até dez mil habitantes — o que hoje significa R$ 2.476,87 — e até 75% do salário dos deputados estaduais em cidades com mais de 500 mil habitantes. E o salário dos deputados estaduais também pode variar de estado para estado, pois eles podem ganhar até 75% do que recebem os deputados federais.

Por conta dessas inúmeras variáveis, os especialistas não se arriscam a apostar em quanto aumentarão as despesas nas Casas de todo o país.

De concreto, sabe-se apenas que o aumento salarial concedido aos deputados este ano pode aumentar em até R$ 1,83 bilhão os rendimentos dos vereadores, considerando somente o número de 51.992 exercendo mandato atualmente.

Fazendo uma conta por baixo, com base no salário de R$ 2.246,87, apenas o aumento no número de vereadores custará mais R$ 230 milhões por ano ao país. Ou seja, a soma dos reajustes com o aumento do número de vereadores custará ao país mais de R$ 2,1 bilhões por ano.

Via: O Globo
Fonte: Blog do Robson Pires

sábado, 25 de dezembro de 2010

FOTOS DAS COMEMORAÇÕES ALUSIVAS AO RECESSO MAÇÔNICO REFERENTE ANO AO ANO 2010 DA LOJA MAÇÔNICA AMÂNCIO DANTAS-GOB-MOSSORÓ-RN


No último dia 14/12/2010(terça -feira), foi reallizada na Loja Maçônica AMÂNCIO DANTAS-GOB, Mossoró-RN, uma sessão MAGNA, alusiva ao início do recesso maçônica do ano de 2010, às comeração teve início com uma brilhante palestra proferida pela cunhada e Samarita SORAIA VIEIRA colunita do Jornal Gazeta do Oeste, Enfermeira, esposa do poderoso Irmão VIEIRA ( Pau dos Ferros-RN), com o tema a PARTICIPAÇÃO DA MULHER NA MAÇONARIA, onde encontrava-se presente o maior número de samaritanas mossoronses e região em eventos daquela natureza, conforme registrou o  nosso poderoso Orador Irmão DINIZ, afirmando que a mais de trinta anos de maçonaria foi o maior público de samaritanas em uma sessão magna já visto por ele. Teve tanbém os agrdecimentos do Venerável Mestre Irmão FRANCISCO ALVIBÁ à palestrante  bem como a iniciativa de sua esposa SÍLVIA, presidente do clube das Samaritanas da Loja Amâncio Dantas, em convidar a sua amiga e companheira de trabalho para proferi uma palestra de tão alta relevância para a maçonaria no mundo atual com o belissimo tema e conhecimento intelectual que conduziu os trabalhos.
Em seguida foi  servido um banquete, com músicas ao vivo, com a participação de vários irmãos que tem a arte e o dom de tocar e cantar, destacaram-se os Irmãos Edivan (cantos) e Eimar (músico), bem como a presença quase por unanimidade dos irmãos do quadro, além dos convidados com as suas respectivas esposas.   
OBS: O Venerável mestre da Loja Amâncio Dantas o Ir Francisco Alvibá, jutamente com o Ir Phabiano, 1º vigilante, avisam  a todos os irmãos, que mesmo a loja estando em recesso nos seus trabalhos (rituais maçônicos) até o dia 24/01/2011, retornando no dia 25/01/2011 com a primeira sessão ordinária do ano, a parte social continua tralhando no tocante a realização da entrega de sextas básicas e a realização do natal dos mais necessitados na creche SANTA HELENA, nesta cidade de mossoró-RN, através do Clube das Samaritana, e também a construção do nosso templo próprio, que de acordo com as informações do nosso Ir Phabiano está muito bem encaminhada. Em breve postaremos as fotos com os detalhes da realização dos eventos.

A LOJA AMÂNCIO DANTAS DESEJA A TODOS UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO
ANO NOVO.












A Maçonaria - Entidades Paramaçonicas para Jovens e Mulheres

Ordem Demolay

 A Ordem Demolay é uma instituição para-maçônica composta por jovens de 13 a 21 anos de idade, com o intuito de aprimorar suas potencialidades, lapidar seu caráter e formá-los para serem os líderes em um futuro próximo.

Surgiu em 1919, quando o primeiro DeMolay, Louis Lower, acompanhado de mais oito amigos se reuniram no Templo do Rito Escocês com Frank Sherman Land, Em Kansas City, Missouri, Estados Unidos da América, com o intuito de formar uma nova organização de jovens.
O nome Ordem DeMolay foi escolhido por Frank Sherman Land, após a análise de muitos outros nomes. Coincidiu também de que a primeira reunião com os nove membros, sob o nome de Ordem DeMolay, ocorreu em 18 de março de 1919, aniversário da morte de Jacques DeMolay, que morreu na mesma data, ano de 1314.
Jacques DeMolay foi o último Grão Mestre da Ordem dos Templários, que baseou sua vida nos princípios que hoje os DeMolay's alicerçam sua conduta.

A partir daí, sob a égide da Maçonaria, a Ordem DeMolay se desenvolveu e transcendeu os limites geográficos e culturais dos Estados Unidos, conquistando mais 11 países, pelos quais passaram mais 3 milhões de jovens, o que lhe garantiu uma cadeira cativa na ONU e o título de maior fraternidade juvenil internacional.

Dentre os 3 milhões de jovens, vários se tornaram personalidades mundiais, dentre os quais estão o Walt Disney, o Jonh Wayne e o Ex - Presidende dos Estado Unidos da América, Bill Clinton. Atualmente, 111 mil jovens compõem a Ordem DeMolay, espalhados por mais de 5 mil Capítulos.

O Brasil teve seu primeiro Capítulo DeMolay instalado em meados de  1980, na cidade do Rio de Janeiro-RJ; estando hoje com quase 500 capítulos instalados e aproximadamente 45.000 jovens iniciados.  

Ensinamentos

Os ensinamentos da Ordem estão alicerçados em três baluartes fundamentais: as liberdades Civil, Religiosa e Intelectual. Portanto, não compomos nenhuma seita nem promovemos atividades político-partidárias.

Os Demolays cultivam as Sete Virtudes classificadas como Cardeais para a prática de uma vida pura e correta, a saber:
  1. Amor filial
  2. Reverência pelas coisas sagradas
  3. Cortesia
  4. Companheirismo
  5. Fidelidade
  6. Pureza
  7. Patriotismo

Condições "Sine Qua Non" da Ordem DeMolay
  • Um Capítulo DeMolay é formado por rapazes:
  • que não tenham ainda 21 anos de idade;
  • que professem uma crença em Deus e reverenciem seu Santo nome;
  • que afirmem lealdade a seu país e respeito à Bandeira Nacional;
  • que abracem à prática de moral pessoal;
  • que façam votos de seguirem os elevados ideais típicos das Sete Virtudes Cardeais da Coroa da Juventude;
  • que aprovem a filosofia da Irmandade Universal do homem e a nobreza de caráter exemplificada pela vida e morte de Jaques DeMolay;
  • que estejam cientes que o ingresso na Ordem DeMolay, que não é uma associação juvenil, não lhes garantirá no futuro a Iniciação num Corpo Maçônico.
Ética de Um DeMolay

A Ética de um DeMolay encontra-se assentada nos seguintes fundamentos:
  • Um DeMolay serve a Deus.
  • Um DeMolay honra todas as mulheres.
  • Um DeMolay ama e honra seus pais.
  • Um DeMolay é honesto.
  • Um DeMolay é leal a ideais e amigos.
  • Um DeMolay executa trabalhos honestos.
  • Um DeMolay é cortês.
  • Um DeMolay é sempre um cavalheiro.
  • Um DeMolay é um patriota tanto em tempo de paz quanto em tempo de guerra.
  • A palavra de um DeMolay é tão válida quanto a sua confiança.
  • Um DeMolay permanece inabalável a favor das escolas públicas.
  • Um DeMolay sempre possui fama de um bom cidadão cumpridor das leis.
  • Um DeMolay é o orgulho de sua Pátria, seus Pais, sua Família e seus Amigos.
  • Um DeMolay, por preceito e exemplo, deve manter os elevados níveis aos quais ele se comprometeu.
Fonte: http://www.comunidademaconica.com.br

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

FELICIDADE


Viver não é suficiente; o necessário é viver feliz. A existência só tem sentido e sabor se ela se transforma no tempo e no lugar da FELICIDADE. A existência de cada pessoa é um livro em branco, “esperando” ser preenchido pela FELICIDADE... daí dizer-se que a Felicidade é o Santo Graal de cada um.
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Etimologicamente Felicidade quer dizer “boa hora”; a Maçonaria, Ciência da Alma, Escola de Virtude e Superação que é, sustenta que os seres vivos, entre eles, e principalmente, o gênero humano (seis coisas, entre outras):
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I - têm Direito à Vida, à Verdade e à Felicidade;
II - como frutos da Criação devem desfrutar equanimemente de Liberdade, Igualdade e
Fraternidade;
III - todos pensam, sentem e agem por sentimentos, e isso é bom; mas o Maçom tem a
obrigação de pensar, sentir e agir apoiado em princípios e valores morais; o Maçom é um
ser moral e todo ser moral, modernamente, é uma pessoa sem egoísmo;
IV - o modo de vida do Maçom implica o dever de sair em busca da Felicidade para quem dele
dependa; a Maçonaria, em que pese não conseguir garantir a felicidade para todos, luta para que se garanta, para todos, o ato e o Direito de se sair em busca dela;
V - a Felicidade requer faculdades da Alma (sete Artes liberais; e as virtudes, que são
disciplinas do Espírito);
VI - são componentes da Alma importantes: arte, prudência, intelecto (“cuca”), ciência e
sabedoria.
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O lance divinal da criação colocou, sobre a face da Terra, Conhecimento, Sabedoria, Verdade, Felicidade, apenas para os humanos. Conhecimento e Sabedoria, principalmente, prestam-se à fuga da infelicidade dado que mitigam os fados e minoram os fardos, dos fatos da vida.
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Do ponto de vista teórico deve-se crer um pouco menos e conhecer, compreender, um pouco mais; do ponto de vista prático (social, ético, político) trata-se de agir um pouco mais e esperar um pouco menos; e sob o aspecto espiritual (ou afetivo), esperar um pouco menos e amar bem mais...
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Uma palavra final, “nua e crua”, bem conclusiva, pode ser:
- deve-se parar de sonhar com a felicidade, o que já acontece cruelmente nos dias atuais;
- o mundo ao nosso redor é para pegar ou largar; não se pode mudá-lo sem pegá-lo antes...;
- a felicidade não é o objetivo último da jornada da vida; ela é, sim, o próprio caminho; e, também, não é dogma nem recompensa;
- a Ordem Maçônica preceitua a busca e a prática da felicidade aqui e agora; e isso significa que
não devemos deixá-la para um possível e transcendental encontro “religioso” com Deus,
após a morte;
- esse caminho é cheio de dificuldades e barreiras que temos de aceitar (como Jó o fez) para
poder amar a vida; a vida vale mais do que tudo, do que a filosofia, a sabedoria, a esperança, a fé...;
- a felicidade não é um estado de repouso ou contemplativo; requer coragem para ousar;
- há cada vez menos felicidade sem prazer;
- não há felicidade sem amor;
- a felicidade não está nem no Ter nem no Ser; ela reside, de fato e de direito, no amor, no
prazer e na ação; não é a esperança que empurra para agir, é o amor ou a vontade e, ademais, quem sabe faz a hora e nem espera acontecer...
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Assim Deus nos ajude, ilumine, guarde e cubra-nos de Felicidades.
 
9.07.2010.
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Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral
 
Fonte: http://setedesetembrosete.blogspot.com

INSTITUIÇÕES VÃO AJUDAR A IDENTIFICAR MORADOR DE RUA PARA ASSISTÊNCIA JURÍDICA

O projeto do Ministério da Justiça que vai viabilizar o acesso de moradores de rua à Justiça contará com ajuda de entidades religiosas para identificar a população que realmente necessita de assistência jurídica.

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, o secretário nacional de Reforma do Judiciário, Marivaldo Pereira, explica que essa parceria será importante pois os grupos religiosos que já prestam algum tipo de assistência a essa população devem identificar com mais precisão os casos que precisam de atendimento jurídico. “Essas entidades serão nossas parceiras nesse trabalho, filtrando os casos que necessitam de assistência. Será uma ação conjunta.”

Marivaldo ainda explica que haverá capacitações tanto para esses grupos religiosos quanto para assistentes sociais, de modo que eles sejam capazes de prestar assistência em casos mais simples.

Outro grande desafio para implementar o projeto, segundo o secretário, é saber quantas pessoas hoje vivem em situação de rua, pois os institutos de pesquisa estaduais utilizam critérios diferentes para caracterizar um morador de rua. Apesar da imprecisão, Marivaldo explica que é estimada uma média de 80 mil pessoas.

A iniciativa faz parte da Política Nacional para a População em Situação de Rua, que ajuda essas pessoas a tirar documentos, participar de programas sociais e ter a oportunidade de inserção no mercado de trabalho.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

ÉTICA E VIRTUDE MAÇÓNICAS

O conceito de Ética apareceu com a formação dos primeiros grupos humanos primitivos quando, para a sobrevivência de seus membros, era fundamental que todos agissem de modo a preservar a vida e a permitir a expressão das diversas necessidades, pessoais e coletivas.

A vida humana se caracteriza por condutas racionais que são a base da Ética: toda a ação é realizada de acordo com uma decisão mental anterior; o que não significa que todas as pessoas ajam de modo igual e racional, nem que as suas ações sejam sempre baseadas no raciocínio. Isto porque a conduta humana resulta de tensões e motivações de natureza emocional, afetiva, sentimental ou de impulsos biológicos.

Apesar disso, pode-se afirmar que a conduta do ser humano, além do fato de ser tomada racionalmente ou que seja provocada por motivações afetivas, sentimentais ou emocionais, é sempre o tipo de conduta que deve estar subordinada aos princípios da Ética. Por isso mesmo, o comportamento do ser humano está, ou deveria estar sempre, em conformidade com a sua razão. Este comportamento é diferente de tudo o que os impulsos ou as emoções inicialmente recomendam. Deste modo podemos assim definir a Ética como o resultado do controle mental sobre os mecanismos biológicos, caracterizados pela reação “estímulo-resposta”.

Por outro lado, deve-se ressaltar que a criança não nasce com o conhecimento inato da Ética. Este conhecimento é adquirido pelo aprendizado, pela educação, de modo a desenvolver a sua capacidade de escolha e, assim, passar a se comportar de maneira racional, tendo como base os valores e princípios Éticos aos quais ela está exposta em sua vida em sociedade.

Ético, enfim, é todo o comportamento racionalmente escolhido e que, sem uma aprendizagem ética eficaz, tendo como base que a conduta do ser humano não pode ser regulada pelos seus impulsos biológicos. Em um ambiente onde predominam os conceitos éticos, o ser humano aprende a utilizá-los para viver em sociedade.

Entretanto, é fato que nem todos seguem os princípios da Ética de maneira constante, em todas as situações que enfrenta em sua vida. A personalidade ética, ao contrário, está sempre orientada para agir em conformidade com estes princípios. Assim, vive conforme a Ética todo aquele que, antes de agir, submete as suas ações ao juízo racional e Ético.

É lamentável que nem todos ajam assim e que se utilizem da Ética para alcançar os seus objetivos de vida. Porém, aqueles que submetem os seus atos aos princípios éticos, destes se pode dizer que têm uma personalidade virtuosa. O seu comportamento é sempre direcionado para o exercício da virtude.

Pode-se entender a virtude como a maximização dos princípios éticos. Em outros termos, a virtude é a plena realização dos princípios éticos. O ser humano virtuoso não só vive conforme os princípios éticos, como os pratica em sua plenitude, fazendo da prática da virtude o objetivo de sua vida.

Se a ética é entendida como a expressão da noção do bem, o homem virtuoso é o que age de modo a que a prática do bem seja o objetivo maior da sua vida. Assim, viver para a virtude é o ideal que faz superar todos os condicionamentos biológicos. Este homem chega até a negar o impulso primário da própria sobrevivência física, como é o caso dos heróis e dos mártires, que chegam a sacrificar o seu maior bem, que é própria vida. Sem dúvida o bem ético supera todo o bem biológico e estimula o homem a praticar a virtude em sua conduta rotineira, até ao limite de se sacrificar em benefício do seu próximo.

Na Maçonaria, a via ética é ligada diretamente ao princípio fundamental da busca da Verdade. Assim sendo, a conduta ética maçônica deve ser praticada em conjunto com a busca da verdade. Em outros termos, na vida esotérica e iniciática a Ética e a Verdade estão intimamente ligadas e constituem um duplo objetivo na vida maçônica.

Um ideal ético herdado da tradição platônica e pitagórica, na qual a busca da verdade não está separada do comportamento direcionado à prática do bem, assim como a conduta voltada para o bem não está separada da busca da verdade.

Sob este ponto de vista, não se pode imaginar um maçom que somente se comporte de maneira correta ou que esteja apenas voltado para a busca da verdade. No primeiro caso, ele seria apenas uma pessoa de bons costumes, mas não completaria o ideal maçônico da busca da verdade; no segundo caso, embora estimulado para a busca da verdade e praticando os bons costumes, não perseguisse o objetivo de viver pela virtude, objetivo principal da vida maçônica.

A verdade e a virtude são os dois pólos de uma única busca que caracteriza a via ética de natureza iniciática. Adicionalmente, também se pode dizer que a busca da verdade já é uma das virtudes do maçom. O caminho para a prática da virtude se inicia no rito de iniciação e se desenvolve através dos trabalhos ritualísticos em Templo. Falamos de um caminho que é gradualmente percorrido na busca do aperfeiçoamento individual, no qual os princípios éticos devem ser praticados, tanto em Loja quanto no mundo profano.

Toda a postura de natureza iniciática considera a Ética como sendo uma bagagem de princípios que tem caráter universal e que pertence à história do ser humano. Assim, o maçom deve considerar a Ética como princípio que não pode ser colocado em dúvida e que deve ser o ponto de partida para as suas ações. Por isso, ele se propõe a praticar os princípios éticos, em paralelo com o desenvolvimento da cultura e da tecnologia humana. Estes princípios são universais e sempre válidos, mas novos princípios éticos podem e devem ser criados de modo a atender às novas condições culturais da humanidade.

O ideal do aperfeiçoamento interior deve contemplar o progresso e a sua maturação, e assim também se aplica ao mundo da Ética, que para o maçom não é constituído de um mundo fechado e definitivo. Por isso, a Ética de natureza iniciática, que supõe um comportamento racional, também se aplica na área sentimental.

Como para a busca da verdade, também a Ética iniciática se fundamenta na capacidade intelectual do ser humano, permitindo-lhe compreender os princípios éticos, de modo a evidenciar a sua aplicação no mundo profano, e a formular novos valores para as condições atuais e as da Humanidade do futuro. A conduta ética maçônica, por isso mesmo, possui dois aspectos: em primeiro lugar, o maçom deve viver não só segundo os seus princípios, mas deve perseguir a prática da virtude; em segundo lugar, a maturação de uma atitude que seja voltada para compreender a Ética e a sua adequação às continuas mudanças na coletividade humana.

Sob este ponto de vista, a Ética maçônica, fundamentada na íntima relação entre a virtude e a verdade, é um sistema de princípios aberto, ao qual todo o maçom oferece a sua contribuição, de modo a adequá-los ao bem pessoal e social. Para o iniciado, o bem pessoal não se restringe somente ao seu comportamento em Templo, senão também à compreensão da essência da realidade e do sentido da vida humana no mundo em que vive.

O bem individual do maçom torna-se assim o bem de todos os maçons, unidos pelo ideal iniciático, que se manifesta nos valores fundamentais que são expressos na noção de Irmandade. Isto significa não só dividirem entre si os princípios esotéricos, sentimentais e éticos, mas também a sua participação em um processo de aperfeiçoamento baseado nos conhecimentos recebidos em Loja. Um processo que sai dos Templos e do trabalho ritualístico e se estende a toda a Humanidade.

Devido a isso, o conceito de Irmandade é ampliado e envolve a toda a comunidade humana. Neste sentido, a Maçonaria não é uma comunidade devocional, na qual o trabalho sacro se aplica somente a quem dele participa. O trabalho ritualístico em Loja não termina com vantagem individual para nenhum maçom, porque dele se beneficiam igualmente todos os Irmãos e todos os seres humanos.

A Ética maçônica, por isso mesmo, não reduz a noção do bem só ao maçom como indivíduo ou aos demais membros da Ordem, mas se amplia e envolve toda a Humanidade. Daí podermos dizer que a Maçonaria se volta, de maneira sempre progressiva, ao bem comum, ao bem concreto, atual e futuro de todos os homens, independente de quais sejam as suas culturas, países, etnias ou religiões.

A vida do maçom envolve o seu trabalho em Loja e a sua atuação no mundo profano, no qual a sua postura deve ser profundamente Ética e Tolerante, de modo a modificar o mundo segundo a máxima: alcançar o maior bem possível para o maior número de pessoas.

Devido a isso, à Ética maçônica não satisfaz ideais religiosos. Ao maçom interessa não só o seu próprio bem, mas também, como seu máximo ideal, o bem de toda a Humanidade. É pela sua ação no mundo profano que os conhecimentos adquiridos em Loja, e que não são mero exercício pessoal, encontram sentido, na ampla comunidade coletiva de todos os seres humanos.

Somente assim se justifica a frase do ritual que diz que o maçom trabalha para levantar Templos à Virtude, cavar masmorras ao vício e trabalhar pelo bem e pelo progresso da Humanidade.

ANTÔNIO ROCHA FADISTA
M.'.I.'., Loja Cayrú 762 GOERJ / GOB - Brasil

Fonte: http://www.maconaria.net 

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

IDEAL MAÇÔNICO

Segue mensagem escrita pelo Irmão Verber Varrasquim que nos leva a refletir com clareza e respeito em torno do ideal maçônico.

Vamos à mensagem:

Espírito ou Ideal Maçônico é este ardente anseio interior de aperfeiçoar-se com o objetivo de poder melhor servir o Grande Arquiteto do Universo em Sua Obra de guiar e ajudar a Humanidade. Os Maçons devem ser obreiros fiéis e competentes na construção do edifício material, moral e espiritual do mundo. 

Por esse trabalho de auto-superação e solidariedade humana, o Maçom não espera e nem busca recompensas; o prazer interior pelo dever cumprido deve ser o seu maior pagamento. 
A Maçonaria é uma Escola de Iniciação: possui Ritos, Símbolos e Graus. Os Ritos são a tradição dos Costumes e das Cerimônias; os Símbolos são a linguagem que conduz a investigação da Verdade e os Graus se destinam a distribuição da instrução, do trabalho. 

A Maçonaria é o agrupamento de todas as correntes filosóficas e iniciáticas do passado. Respeita todas as Religiões e reverencia seus bons e virtuosos seguidores. A Maçonaria é a Ciência da Evolução; é Tradição; é liberal e progressiva. Os Maçons são sentinelas avançadas das idades futuras. O Espírito da Instituição Maçônica é imortal; vive e está presente em toda parte onde se faz necessária a atuação da Justiça e do Bem. Se o mal aparentemente triunfa, Ele não esmorece, reinicia sua ação. Se você deseja ardentemente ingressar na Augusta Instituição Maçônica e se converter em um de seus membros militantes, deve perguntar a si mesmo: SOU LIVRE? SOU DE BONS COSTUMES?

SER LIVRE

Ser livre significa ser independente, ganhar o suficiente para sua própria subsistência e de seus dependentes, atender aos seus compromissos sem prejuízo de quem quer que seja, ter consciência de seus deveres familiares, sociais, morais e religiosos, e executá-los com seriedade. 
Não ter compromissos com organizações que proíbam o acesso a correntes espiritualistas. Ser livre é possuir autonomia, é ter direito de reger-se. Deve-se, também, ser subjetivamente livre: de preconceitos, superstições, maledicências e qualquer escravidão. 

Ser livre é não ficar preso a um padrão estabelecido. Existem, no entanto, duas escalas de liberdade: a física e a psicológica, sendo que o cerceamento da liberdade física não impede que o indivíduo não experimente a liberdade espiritual. 

Muitas vezes, o conceito de liberdade é confundido pelo homem. Acreditando-se livre, é prisioneiro de si mesmo, da sua ignorância, preconceitos e arrogância.
Liberdade é um estado de espírito; é poder ir em busca do desconhecido sem sentir-se preso a experiências passadas.
Livre é alguém que não sendo irresponsável ou escandaloso, agredindo a sociedade por sua vida condenável, não seja por outro lado, joguete passivo das circunstâncias e das pessoas que o rodeiam. É alguém que sabe o que quer, não tem medo, que possui liberdade de pensamento e condições psicológicas para absorver determinados ensinamentos, através do estudo e da reflexão, sem pré-julgamentos.

Ser Livre é ter coragem para criar, tendo sempre como objetivo o evoluir.

SER DE BONS COSTUMES

Ser de bons costumes é ter adquirido bons hábitos e salutares princípios que permitam conduzir-se a si mesmo em qualquer condição e lugar. 

Ser de bons costumes é ser honrado, empenhando todos os seus esforços por se tornar melhor a cada dia que passa. Auxiliar, na medida do possível, àqueles que imploram por sua benevolência. Abrandar o coração para com os seus antagonistas. Deixar, por donde quer que passe, um rastro de luz benéfica que deve caracterizar todo O Verdadeiro Maçom. 
Ser honrado, justo, de bom entendimento e rigorosa moralidade.
Ser de bons costumes é ter hábitos sadios; ser capaz de superar obstáculos naturais - discussões interpessoais, ambientes confusos, dificuldades financeira, etc., através da coerência, do bom senso, da organização e do equilíbrio.

Bons costumes aplica-se, principalmente, a ética do candidato. Mas a Ordem Maçônica espera tanto dos candidatos, como de seus integrantes, um espírito de verdadeira Fraternidade, Cooperação e Altruísmo. 
Portanto BONS COSTUMES, em Maçonaria, não deve ser encarado como se referindo apenas aos valores sociais consagrados. Deve, isto sim, ser entendido como um reto modo de vida, já que não há uma conotação meramente moralista nesse termo.Fonte: http://www.glusa.org
Ir.'.Weber  Varrasquim
Or.'.Campo Grande - MS